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| | A bomba é poderosa | Por Felipe Miranda & Equipe | 06/01/16 |
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Estamos no terceiro pregão do ano e ainda não conseguimos tirar os olhos da China em 2016. Lá vamos nós com commodities em baixa, fraqueza de moedas emergentes, queda dos ativos de risco e outras coisas parecidas. Novamente, preocupações com a desaceleração da economia chinesa elevam o grau de aversão a risco. O indicador Caixin, do setor de serviços, caiu ao menor nível em uma década, em 50,2 pontos em dezembro. Já há quem veja motivos para comemorar no caso de crescimento de apenas 5% da China em 2016 - a projeção oficial é 7%. Os indicadores recentes apontariam ritmo muito menos intenso. O iene voltou a ser desvalorizado contra o dólar, agora marcando seu menor patamar em cinco anos. Sob preocupações com o ritmo de crescimento global, petróleo Brent renova mínima em 11 anos. Outras commodities também caem, o que leva ações de mineradoras à ponta negativa nas bolsas europeias. Em paralelo, Coreia do Norte realizou novo teste nuclear, elevando instabilidade política e disparando corrida em direção à segurança. Segundo comunicado oficial, os testes foram um sucesso e a bomba é poderosa. Agenda internacional traz indicadores importantes, com destaque para minuta da última reunião do Fed - aguardam-se potenciais sinalizações sobre o timing do processo de aperto monetário nos EUA. ADP Employment prepara o terreno para o Relatório de Emprego, ao medir postos de trabalho criados no setor privado norte-americano. Ainda nos EUA, balança comercial e PMI Markit completam as referências da quarta-feira. Por aqui, Fenabrave apresenta dados do setor automotivo, enquanto saem estatísticas fechadas do fluxo cambial de 2015. Ibovespa Futuro abre em baixa de 1,72%, seguindo comportamento dos mercados globais. Dólar apresenta alta de 0,7% contra o real. Em meio a um início de ano simplesmente trágico para os mercados globais, recomendamos fortemente a leitura do livro A Grande Queda, de Jim Rickards. Gostaríamos de enviar gratuitamente um exemplar do material a cada leitor da Empiricus. Para isso, basta se cadastrar aqui. |
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| | | | Juro sobe ou não sobe? | O mercado de juros apresentou queda vigorosa nas taxas durante o pregão, devido à notícia que comentamos no Daily Pro de ontem do jornalista Alex Ribeiro. Apenas relembrando, ele advogava que o Banco Central ainda não estava decidido a respeito da alta de juros para a próxima reunião, do dia 20 de janeiro, que o mercado dava como "certa". Assim, a curva de juros reduziu a alta precificada nos vértices mais curtos (até 1 ano e meio). Os vencimentos mais longos (janeiro de 2021) também tiveram uma ótima performance com quedas de até 0.3% devido a um grande fluxo de estrangeiros aplicando no Brasil. Para hoje, devemos ficar de olho na ata da reunião de política monetária do Fed (Banco Central Americano) que deve justificar a alta de juros recente. Acreditamos que a ata deverá mostrar que o ajuste será gradual, sem grandes impactos, portanto, na curva de juros brasileira. Continuamos confiantes na alta de 0,5 ponto percentual da Selic em janeiro e consideramos que o ajuste para baixo foi em linha com nossas expectativas. Ainda há espaço para quedas adicionais, uma vez que, com toda a pressão que vem sofrendo o Banco Central para não subir juros, o mercado ainda deveria incorporar um risco do ciclo de alta ser menor. |
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| | | | CVC: melhor agente de viagens dentro e fora da bolsa | CVC (CVCB3) divulgou bons números em sua prévia operacional do 4T15. Reservas confirmadas (quando o cliente compra o pacote) 2% maiores que o 4T14 e reservas embarcadas (quando embarca) crescendo 3%. Na comparação mesmas lojas, reservas confirmadas em queda de 4,1%. A companhia vem vendendo menos por loja, mas expandindo seu número de pontos de venda. CVC fecha o ano com mais de 1.000 lojas, 12% de crescimento. Mesma expansão das reservas embarcadas em 2015. Com custo de expansão ínfimo, a estratégia funciona até que a rentabilidade dos franqueados comece a ser um problema. Números ótimos, dada a alta correlação do setor de viagens com a economia. CVC ganha participação de mercado e mantém os acionistas bem relaxados. Por isso, CVCB é uma das Melhores Ações da Bolsa. |
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| | | | "Risco-Gol" cada vez mais evidente em Smiles | As ações de Smiles (SMLE3) e de sua controladora Gol (GOLL4) estiveram entre as principais perdas do Ibovespa na véspera, com quedas de 9,19% e 6,64% respectivamente. Mesmo em dia marcado por queda do dólar, o papel da companhia aérea voltou a afundar em meio ao pessimismo do mercado quanto ao seu futuro, renovando assim a mínima histórica (aos R$ 2,25) em quase 11 anos de Bolsa. Há tempos temos falado que a combinação entre dólar alto e deterioração dos fundamentos econômicos no Brasil anula completamente os benefícios de se ter um petróleo mais barato, reduzindo drasticamente as chances de Gol retomar uma trajetória consistente de resultados positivos - lembrando que já são 15 trimestres consecutivos da empresa com prejuízo. No caso de Smiles, por sua vez, a ação continua sofrendo com o fato de ter sido usada como garantia a empréstimos da Gol. Além disso, no limite, se a controladora quebrar (possibilidade que não pode ser descartada), a empresa de fidelidade perde sua razão principal de existir - lembrando que, desde que atingiu seu pico histórico de R$ 58 em julho do ano passado, SMLE3 acumula queda de 44%. O momento, portanto, é de extrema cautela, sendo recomendável permanecer afastados de ambos os papéis. |
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| | | | Petrobras: Diminuindo sondas da Sete Brasil e adiando acordo | Estadão noticia que Petrobras estaria tentando reduzir para seis o número de sondas que ficariam com a Sete Brasil. Ou seja, apenas com as que estão sendo atualmente construídas. Originalmente, o intuito era que Sete ficasse com 28 contratos. Mas em novembro a imprensa tinha informado que as negociações teriam reduzido o número para 15, e que a assinatura de um acordo seria em fevereiro. Isso equivaleria a mais de um ano depois do anúncio das negociações. Segundo o jornal, devido aos problemas de caixa que enfrenta, Petrobras teria reduzido para 15 o número original de sondas e agora estaria cogitando contratar 9 (que não ficariam com Sete) no mercado internacional (onde os preços são significativamente menores). Porém, a mesma nota menciona que a estatal está sem pressa por fechar um acordo com Sete e que executivos desta recebem em cada rodada mais exigências de Petrobras, aparentemente com o intuito de ganhar tempo. Com câmbio em R$4/dólar, Brent a US$35/barril, e uma dívida de meio trilhão, o foco da petroleira hoje é o gerenciamento do caixa no dia a dia. Nesse processo, a comprometimento com a curva de produção de longo prazo passou a segundo plano e, portanto, também os interesses dos investidores minoritários. |
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| | | | Bradesco: BC aprova aquisição do HSBC | Após cinco meses do anúncio da compra do HSBC pelo Bradesco, o Banco Central aprovou a operação e agora a conclusão da operação depende somente da aprovação do CADE, que deverá emitir uma opinião até final de março. Há a possibilidade do CADE exigir a venda de alguma área de negócio do banco britânico. Vale lembrar que a compra envolveu as áreas de varejo, atacado, seguros e gestão de ativos. Ademais, Bradesco acertou com o BC a manutenção do valor de tarifas e do número de agências, de modo a reduzir impactos no ambiente competitivo. Com a aprovação, o BC também autorizou o HSBC a alterar seu objeto social no país, que deve passar a ser HSBC Banco de Investimentos. Acreditamos que a aprovação final deve acontecer, sem maiores problemas, até o fim do primeiro trimestre, quando o Bradesco poderá de forma mais clara mensurar os ganhos de sinergia que o deal pode gerar para o banco. Continuamos com a visão positiva para as ações do Bradesco (BBDC4). |
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| | | | Oi contrata outros dois bancos para tentar unir-se à TIM | Oi (OIBR4) contratará dos bancos para assessoria na fusão com TIM (TIMP3), de acordo com matéria do Estadão. O BTG, segundo veicula-se na imprensa, continuará como líder da operação, mas outras duas instituições devem auxiliar no processo. A prisão de Andre Esteves teria atrasado o processo de associação entre as companhias e a incerteza a respeito da união continua grande. Em paralelo, o presidente da Portugal Telecom, maior acionista da Oi, afirmou em entrevista à Folha que a fusão com a TIM daria fôlego, capitalizando a Oi. A esta altura, parece bastante provável que, de fato, Oi e TIM acabem juntas. Problema aqui é falta de clareza quanto aos termos e ao timing, num setor cujo histórico de movimentação societária sempre beneficiou apenas controladores e/ou acionistas relevantes, lesando minoritários. Há de se lembrar que, mesmo no histórico recente, a retórica também era de que a aproximação com a Portugal Telecom conduziria a um player menos alavancado e repleto de sinergias, o que, obviamente não aconteceu. Preferimos nos manter de fora do setor telecom como um todo, sem identificar combinações de risco-retorno atraentes. Telefónica ainda seria nosso nome predileto no segmento, com foco em dividendos. |
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| | Menu do dia :. Microcap Alert: Como vocês já sabem, o cenário econômico no Brasil em 2016 será cheio de desafios, com diversas incertezas políticas e econômicas. Como analista fundamentalista de empresas, é meu dever chamar a atenção dos nossos clientes quando não estou conseguindo enxergar o futuro de uma empresa. Neste contexto, não podemos recomendar empresas sem perspectivas e sem gatilhos positivos. Estamos montando uma Carteira Microcaps com ativos que mostram rentabilidade e solidez financeira, mesmo em períodos de estresse. São estas ações que podem performar bem em 2016 e é nelas que você deve investir seu dinheiro. Saiba mais |
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| | | | Q&A - Por que a empresa recompra de ações? Recompras, dividendos, Juros sobre Capital (JCP), Capex, outros investimentos, ..., são formas da empresa alocar capital. Podemos dizer muito sobre a companhia, e sua gestão, analisando como ela aloca seu precioso capital. Quando a empresa tem lucros, ela pode distribuir este dinheiro para os acionistas diretamente (div e JCP), indiretamente (recompras) ou investir em seu negócio (Capex e outros investimentos). Os gestores (diretoria e conselho) fazem o julgamento de onde alocar este capital. Normalmente, a companhia faz os investimentos planejados no negócio (Capex) e distribui o restante. Caso as ações estejam bem precificadas, a companhia pode pagar dividendos e JCP (JCP é um caso especial pois tem um ganho fiscal). Caso as ações estejam baratas, a companhia pode recomprar suas próprias ações na bolsa. Com a recompra, os lucros por ação serão maiores, já que existirão menos ações em circulação. Um claro benefício aos acionistas. O problema é que os gestores (remunerados com ações) decidem se as ações estão baratas ou caras. Olhando as recompras, analisamos como a companhia aloca o dinheiro do acionista. |
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