quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A verdadeira bomba H é chinesa

 
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A  verdadeira bomba H é chinesa

 

Por Felipe Miranda & Equipe07/01/16

 

A China finalmente parece ter adotado o high frequency trading (negociação de ações em altíssima frequência). Não exatamente da maneira mais ortodoxa. O pregão desta quinta-feira durou apenas 30 minutos, sendo o mais curto em 25 anos. Com as bolsas locais caindo mais de 7% diante de nova desvalorização do iuan, o sistema de circuit breaker foi acionado.

 

Péssimo para as commodities. Péssimo para as moedas emergentes. E péssimo para os ativos de risco em geral.

 

Após potencial alívio com minuta do Fed no final da tarde da quarta-feira, divisas emergentes voltam a perder valor contra o dólar. Na véspera, a ata da última reunião do Banco Central dos EUA mostrou preocupação expressiva com a baixa inflação, o que foi interpretado como garantia em prol de bastante gradualismo na condução da política monetária norte-americana.

 

O alívio durou pouco tempo, mais uma vez sob preocupação com a China. Futuros dos EUA caem 2,4%, sob elevação dos prêmios de risco em nível global. 

 

Por aqui, noticiário também não ajuda. Pululam notícias de pressão em prol da retomada de medidas heterodoxas e parte do governo já cobra sinais de redução da taxa de juro (alguém ai está vendo a inflação?). Na agenda econômica estrita, a produção industrial caiu 2,4% na passagem mensal, muito pior do que o esperado. Parabéns aos envolvidos.

 

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Cabo de Guerra nos Juros

O mercado de juros segue atento às próximas reuniões de política monetária, e o pregão de ontem trouxe continuidade ao movimento de queda nas taxas.

 

Os preços já refletem alguma probabilidade da alta de 0,5 ponto de janeiro não acontecer, e o ciclo de alta como um todo ser menor.

 

O movimento de queda somente perdeu fôlego próximo às 15h30 com o pronunciamento do Ministro Nelson Barbosa dizendo que: "O Banco Central tem toda a autonomia para administrar a política monetária, especialmente a taxa de juros, da maneira adequada para controlar a inflação".

 

Esperamos que isso seja verdade, porém o noticiário de hoje está repleto de "fontes palacianas" e "assessores do governo" criticando a alta de juros. Vamos ver quem tem mais força nesse cabo de guerra.  

 

Ainda vemos espaço para reduções adicionais dos juros para prazos curtos e médios (até 4 anos) por conta de um ciclo de alta menor, e mantemos nossa projeção de 0,5 ponto de alta para a reunião de janeiro. 

 
 
 

Marília Fontes

Assistente de análise

marilia.fontes@empiricus.com.br

 
 

 

 
 

Estratégia: o retorno de um dos pilares da nova matriz?

De acordo com notícias veiculadas na imprensa, há uma pressão crescente para que os bancos públicos ampliem suas carteiras de crédito, de modo a, supostamente, retomar o crescimento econômico.

 

O impulso ao crédito via aumento de participação dos bancos públicos foi um dos pilares da desastrosa nova matriz econômica. Qualquer sinalização material nesse sentido deve ser interpretada como retomada de uma postura mais heterodoxa na política econômica, cujas consequências serão apenas mais depreciação cambial, inflação e problemas para o balanço dos bancos públicos, sem desdobramentos significativos em termos de crescimento.

 

À primeira evidência concreta de que haverá, de fato, maior concessão de crédito pelos bancos públicos,  você pode: comprar mais dólares, proteger-se ainda mais intensamente da inflação via NTN-Bs e montar operações de long (comprado) em bancos privados (Itaú e Bradesco, basicamente) e short (vendido) em Banco do Brasil.

 

O problema brasileiro é essencialmente fiscal e, enquanto esse elemento não for devidamente endereçado, o crescimento não vai voltar. Aumentar novamente a participação dos bancos públicos na economia é exatamente o que não precisamos agora.

 
 
 

Felipe Miranda

Analista CNPI

felipe.miranda@empiricus.com.br

 
 
 
 

Educação: MEC divulga repasses do FIES para 2016

O MEC (Ministério da Educação) informou às empresas do setor de educação que serão feitos os repasses de créditos do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil) serão feitos em 12 repasses ao longo de 2016. Além disso, o governo prometeu quitar as 4 parcelas remanescentes de 2015 nos próximos 3 anos, sendo a primeira até junho de 2016.

 

A notícia à priori é positiva para o setor, no entanto diante da necessidade de corte de gastos por parte do governo, estas parcelas podem ser atrasadas ou não pagas. Vale lembrar que em dezembro, por exemplo, o MEC só pagou 61% do saldo do FIES.

 

O mercado deve receber bem a notícia, já que havia um receio de uma redução no número de repasses, o que comprometeria o capital de giro das companhias.

Continuamos recomendando Kroton (KROT3) na carteira As Melhores Ações da Bolsa e Estácio (ESTC3) na carteira Aposentadoria Milionária, acreditando que ambas estão com um valuation bastante atrativo.

 
 
 

Max Bohm

Analista CNPI

max.bohm@empiricus.com.br

 
 
 
 

Mais um capítulo na tragédia do aço

Ações de siderúrgicas caíram fortemente na véspera, com destaque negativo para os papéis do grupo Gerdau. Dados negativos para o consumo, excesso de produção em nível global e notícia de que o governo brasileiro negou o aumento das alíquotas de importação do aço, medida protecionista que vinha sendo ventilada pela imprensa (e estimulando a volatilidade das ações), exerceram forte pressão sobre os títulos.

 

Dados da World Steel Association indicam declínio de 1,7% no consumo global de aço, ao passo que este mercado já convive com cenário de excesso de oferta e a produção chinesa não indica retração relevante. 

 

Em âmbito interno, com todos os principais mercados-alvo do aço sem qualquer perspectiva de recuperação consistente (notadamente construção civil, automotivo, consumo de linha branca...), forte competição do aço plano barato chinês no mercado doméstico e também um descasamento entre oferta e demanda, a única esperança repousa sobre eventuais medidas de estímulo ao setor - em linha com as solicitações de Jorge Gerdau no Estadão de hoje. 

 

Ainda assim, governo precisa arrecadar, possui pouca bala na agulha para concessão de benefícios, medidas teriam impacto pontual e sinalização contra o aumento das alíquotas de importação do aço vai contra essa expectativa. 

 

Ações de Usiminas, CSN e Gerdau operam entre mínimas em anos (menor nível desde 2003 na véspera para os ADRs de Gerdau), mas simplesmente não há no radar qualquer gatilho para uma retomada consistente do setor. Empresas operam excessivamente alavancadas e com fluxo de caixa extremamente apertado.

 

Da mesma forma, cotações depreciadas e apostas contra tornam papéis uma bomba-relógio no caso de eventual influência de fatores especulativos, com forte risco de short squeeze (cobertura de posições vendidas). Recomendamos manter-se distante dessa volatilidade.

 
 
 

Roberto Altenhofen

Analista CNPI

roberto.altenhofen@empiricus.com.br

 
 
 
 

Péssimo momento da indústria reforça discrepância entre Romi e Weg

A produção industrial brasileira medida pelo IBGE recuou 2,4% em novembro na comparação com outubro, muito pior do que o consenso das estimativas, de queda de 1%. Na comparação anual, o tombo foi ainda maior, de 12,4%.

 

O dado é especialmente ruim para Romi, empresa de maquinário, que está na ponta final do ciclo produtivo. Logo, depende da confiança dos empresários na economia para que estes retomem os investimentos em bens de capital, o que aparentemente ainda deve demorar a ocorrer. Este cenário instável me faz crer que ROMI3 será um ativo sem gatilhos positivos em 2016, motivo pelo qual não recomendo a ação.

 

No setor, prefiro focar em Weg, empresa com melhor visibilidade e bons indicadores de rentabilidade e solidez financeira - muito por conta de sua forte exposição ao mercado internacional. Não à toa, WEGE3 não se trata de um papel barato sob critérios convencionais, uma vez que negocia a 23x lucros. Mas é um múltiplo que já esteve bem mais caro (acima de 30x) e que merece ser pago diante de uma expectativa de crescimento contínuo dos resultados ao longo dos próximos anos.

 
 
 

Gabriel Casonato

Analista CNPI

gabriel.casonato@empiricus.com.br

 
 
 
 

Petrobras: Sete solicitaria recuperação judicial. Governo poderia pressionar queda de combustíveis e a empresa cortaria capex em 2016

Dando continuidade à notícia de ontem, sobre o adiamento de um acordo entre Petrobras e Sete, e a intenção da petroleira de reduzir as sondas a 6 em vez de 14 que tinham sido informadas em novembro (28 originalmente), agora Bloomberg noticia que os acionistas de Sete estariam deliberando no dia 21 de janeiro sobre solicitar recuperação judicial. Na mesma direção, Valor menciona que Sete anunciou ontem a demissão de 80 funcionários da área administrativa, o que implicaria enxugar o quadro de pessoal para 20 empregados.

 

Como consequência da queda do petróleo para os menores níveis em 11 anos, os jornais comentam que Petrobras reduziria o capex este ano para bem abaixo de US$ 19 bilhões e que o governo poderia pressionar a empresa para baixar o preço dos combustíveis no mercado interno com o intuito de reduzir a inflação.

 

Os problemas da petroleira são tantos e de magnitude crescente no dia a dia, que o longo prazo tem virado, além de distante, um abacaxi cada vez mais difícil de descascar. 

 

O caso de pedido de recuperação judicial de Sete poderia favorecer à Petrobras, pois facilitaria a contratação das sondas restantes no mercado internacional (a um custo bem menor). Contudo, considerando os problemas de governança que prejudicam a gestão de caixa (por exemplo, através de uma política de preços clara), a curva de produção de longo prazo não parece mais uma prioridade da empresa.

 
 
 

Carlos Herrera

Analista CNPI

carlos.herrera@empiricus.com.br

 
 

  

 

 

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:. MELHORES AÇÕES DA BOLSA: Esta semana damos adeus a 5 ações da antiga carteira de Barganhas. Na próxima semana faremos o mesmo com as ações fechadas do relatório de Ações para ficar Milionário.

 

Herdamos uma base de assinantes heterogênea e começamos a alinhar conceitos. O objetivo é que os assinantes entendam nosso raciocínio e aprendam conosco a analisar empresas.

 

Fazemos um overview da carteira e nos preparamos para elevar a complexidade dos comentários. Analise conosco as qualidades inigualáveis das Melhores Ações da Bolsa.

 

Saiba mais

 

 

 

 
 

Q&A - O que é o Ativo?

 

 

No Balanço Patrimonial, Ativos são todos os bens e direitos da empresa que são capazes de gerar benefícios presentes ou futuros. Eles podem ser: terrenos, estoques, dinheiro (moeda), máquinas, ...

 

O Ativo é parte do Balanço Patrimonial. Assim como o passivo e Patrimônio Líquido. O Passivo e o Patrimônio devem ser iguais ao Ativo para que o Balanço fique balanceado (Ativo = Passivo + PL).

 

O Ativo é dividido em duas partes: ativo circulante (curto prazo) e realizável a longo prazo (longo prazo).

 

As contas do ativo são organizadas de acordo com sua liquidez. De mais líquido (caixa e aplicações financeiras) até os ativos menos líquidos (fábricas, terrenos, ...).

 

O ativo circulante é composto normalmente por caixa, estoques e contas a receber. Já o ativo permanente é composto por terrenos, fábricas, maquinário, etc.

 
 

 

 

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