| | | Prepare-se para investir com bons retornos |
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| | Podemos começar de novo? | Por Felipe Miranda & Equipe | 04/01/16 |
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Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre. As palavras, óbvia e infelizmente, não são minhas. Foram escritas por Carlos Drummond de Andrade, no poema Receita de Ano Novo. Servem bem ao período atual. Eu adoraria poder dizer que o novo ano começa com a esperança de tempos melhores. Temos os mesmos problemas de 2015, agora amplificados. China oferece um azedo "feliz ano novo". Bolsas por lá tiveram circuit breaker (negociações interrompidas) quando caíram cerca de 7%. Nova desvalorização do iene e indicadores abaixo do esperado da produção industrial chinesa, medida por entidade privada, despertaram a aversão a risco. Ruim para as commodities em particular. Em reação, dólar sobe com certo vigor frente às divisas emergentes. Não à toa, posição cambial representa uma das maiores alocações da Carteira Empiricus. O portfólio sugerido subiu 24,41%, representando 184% do CDI. em dezembro, Carteira voltou a superar o benchmark ao avançar 1,22%, mesmo num mês especialmente difícil para os ativos brasileiros. Sabemos da necessidade de blindar para um ano particularmente complicado - por isso insistimos para que você conheça a Carteira Empiricus, que vai alçá-lo a um novo patamar como investidor. Como resume Drummond, ter bons retornos em 2016 vai depender mais de você do que do contexto. Futuros de Wall Street caem fortemente. Além de sofrerem com temor na China, repercutem aumento da tensão política, com ameaças trocadas entre sauditas e iranianos após morte de líder religioso. Por aqui, coisa pode ficar ainda pior (sim, é possível) com matérias da imprensa sugerindo a intenção da presidente Dilma de adotar medidas em prol do aumento da concessão de crédito. Querem recuperar o crescimento e isso dá arrepio ao flertar com potencial volta da nova (agora velha) matriz econômica. Relatório Focus mostrou nova deterioração das estimativas para evolução do PIB em 2016 - mediana das projeções agora aponta retração de 2,95% neste ano, contra 2,81% previstos na semana passada. Houve também leve piora nas expectativas para inflação. Em meio a esse emaranhado de boas notícias, Ibovespa Futuro cai 2,37%, enquanto dólar sobe 1,43% contra o real. Feliz ano novo! |
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| | | | Vale abre o ano com o pé esquerdo | Ações da Vale (VALE5) enfrentam momento tenebroso. Após fecharem 2015 sob as sombras da tragédia de Mariana e com queda acumulada de 45% em Bolsa, papéis abrem 2016 fortemente pressionados pelo colapso dos mercados chineses. Paralisação das negociações nas Bolsas do gigante asiático nesta segunda-feira, por conta do estouro dos limites diários de perdas, naturalmente exerce forte pressão vendedora sobre os títulos da brasileira, tida como uma alternativa para shortear China - cerca de 40% das receitas de Vale vem do gigante asiático. Vemos uma assimetria de retornos potenciais vantajosa em VALE5 nos preços atuais. Negociando a 0,3x valor patrimonial, vemos valor na base de ativos da mineradora, uma posição de mercado consolidada e séria redução de custos e despesas operacionais no médio e longo prazo. No entanto, isso não é suficiente para recomendar as ações... Neste ponto, parece um tanto claro que o principal fator de influência sobre as ações está no futuro da economia chinesa e seus impactos sobre a marcação dos preços do minério de ferro. O problema é que não há qualquer visibilidade sobre a tal perspectiva de preços, uma vez que a caixa preta da economia chinesa é sua principal variável de influência. A conta para a Vale segue bastante simples. A marca d'água para o fluxo de caixa positivo (e os dividendos) da empresa está no minério a US$ 50/tonelada: - Minério a US$ 40 por tonelada em 2016 = fluxo de caixa livre negativo entre US$ 2,2 bilhões e US$ 2,8 bilhões - Minério a US$ 45/ton = FCF negativo entre US$ 700 milhões e US$ 1,2 bi + Minério a US$ 50/ton = FCF positivo entre US$ 300 milhões e US$ 900 milhões Se a própria Vale, em tese o agente com melhor nível de informação sobre este mercado (é maior produtora do mundo e formadora de preços), vem errando consistentemente suas projeções para o preço do minério de ferro no mercado à vista chinês, não temos a pretensão de tomar uma decisão de investimento pautada em uma projeção dessas. E recomendamos cautela com quem tenta fazê-la. |
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| | | | Petrobras: feliz ano velho | Face aos problemas de caixa e financiamento da estatal, o jornal "O Globo" noticia que Petrobras estaria tentando vender participação em projetos de exploração e produção com a obrigação de os novos parceiros fazerem os investimentos correspondentes à petroleira. Esta devolveria estes investimentos posteriormente. Seria o jeito de segurar que não houvesse interrupção na execução dos projetos devido à falta de recursos na empresa. Adicionalmente, segundo o noticiário, Petro deve publicar um novo plano de negócios 2016-20 nas próximas semanas, incluindo um cenário de taxa de câmbio a R$4/dólar e petróleo abaixo de US$50/barril. A imprensa confirma que Petro já teria aberto data room de algumas áreas tanto de pré-sal quanto de pós-sal como Baúna, Golfinho, Tartaruga Verde, Carcará, Sagitário e Leme, Júpiter, Pão de Açúcar. Mais ativos poderiam estar a caminho para venda… Adicionalmente, a empresa confirmou que este mês começará uma nova rodada de negociação de contratos com fornecedores. A petroleira comemorou a redução média de 13% do mesmo processo em 2015. Como comparação, a estatal mexicana Pemex conseguiu renegociar contratos na casa de 20-40%. O anterior ilustra como os problemas contínuos no ano (trocas de gestores e no conselho, burocracia, greve, contábeis, de custo de financiamento, etc) impediram que pudesse aproveitar a deflação da indústria de serviços internacional e também que a venda de ativos pudesse se concretizar. O ano de Petrobras começou com boas intenções, mas a situação, por enquanto, só piora. |
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| | | | Setor agrícola destoa e começa ano com perspectivas otimistas | No setor agrícola, o ano começa com a perspectiva de que o dólar valorizado em relação ao real continue sendo fundamental para fazer frente aos baixos preços dos grãos na bolsa de Chicago. Assim como em 2015, este deve ser o principal item a sustentar as receitas das três produtoras listadas no país - embora este talvez seja o único ponto em comum entre BrasilAgro (AGRO3), SLC (SLCE3) e Vanguarda (AGRO3). Os papéis das duas primeiras encerraram 2015 no azul, mas os de Vanguarda sofreram forte recuo de 74% no período, quando ainda sofreram alguns problemas oriundos da reestruturação em curso, relacionados principalmente às devoluções de terras arrendadas em regiões onde a companhia não atua mais.
Vale lembrar que há tempos o setor agrícola está carregando o Brasil nas costas. Hoje ele representa um quarto de todo o crescimento do PIB e deve ter fechado 2015 com alta de 1% a 2%, enquanto a economia como um todo cairá mais de 3%. Tal diferencial praticamente nos obriga a escolher ações vinculadas a esta ilha de excelência, de modo que nossa preferência fica hoje para BrasilAgro. Ainda bastante descontada, nos parece melhor posicionada que as demais agros para colher uma valorização mais forte em 2016, desde que retome com mais força as negociações de terras nos próximos trimestres.
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| | | | Itaú e BTG: acordo firmado pela Recovery | No apagar das luzes de 2015, Itaú adquiriu a empresa de recuperação de crédito Recovery, da qual o BTG Pactual possuía 82%. O valor da transação totalizou R$ 1,2 bilhão, envolvendo R$ 640 milhões pela Recovery e R$ 570 milhões por 70% da carteira de operações de crédito pobre que soma R$ 38 bilhões). A aquisição ainda deve ser aprovada pelo órgão regulatórios e governamentais. Foi um processo competitivo bem concorrido que englobou vários potenciais compradores que fizeram propostas até R$ 1 bilhão, com o Itaú pagando 20% a mais do que os demais. Para o Itaú, foi a chance do banco crescer rapidamente em uma área que já buscava se expandir há algum tempo. Para o BTG, um caixa vindo em boa hora que reforça em parte a liquidez necessária para continuar suas operações. BTG Pactual deve continuar buscando vender seus ativos e o próximo da lista deve ser o Banco Pan.
Acreditamos que a operação agrega valor para ambos os bancos com reflexos mais positivos para BBTG11. |
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| | | | Oi negocia com debenturistas estouro de covenants | Ata de Assembleia Geral de Debenturistas da Oi suspendeu temporariamente o uso da razão dívida bruta total sobre ebitda para medição de covenant financeiro, correspondente ao quarto trimestre de 2015. Passado esse período, o índice voltará a ser calculado, ficando estabelecido como limite a relação de 4,5x. Em contrapartida à aprovação, Oi pagará prêmio aos debenturistas - no comunicado, não consta especificado o valor do prêmio. Notícia é positiva para Oi, ao eliminar risco envolvendo estouro de covenants e seus eventuais desdobramentos. Seja como for e covenants à parte, endividamento segue muito elevado e não condizente com a geração de caixa da companhia e sua necessidade de investimento. Oi está totalmente dependente do avanço das negociações em prol da consolidação do setor e não dispomos de qualquer visibilidade nesse sentido. Isso posto, preferimos nos manter neutros na ação. Mesmo que a decisão signifique deixar dinheiro na mesa no caso da materialização do cenário positivo, combinação risco-retorno não nos parece atrativa. |
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| | Menu do dia :. ESTRATÉGIAS COM OPÇÕES: Continuamos bastante ativos nas duas últimas semanas no Estratégias com Opções. Montamos duas operações de venda coberta com puts, as zeramos e abrimos mais duas operações de vendas cobertas com calls. Ao mesmo tempo, continuamos sofrendo dia a dia com a Carteira de Opções. Nossa opção por calls no fim do ano passado não teve o resultado esperado. Voltamos em 2016 renovados e com ânimo de sobra para enfrentar a tempestade à frente. As discussões já começaram, as novas operações refletirão fielmente a cabeça dos renomados analisas da Empiricus. Saiba mais |
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| | | | Q&A: ROCE (Return On Capital Employed) ou Retorno Sobre Capital Empregado O ROCE é determinado pelo Lucro Operacional dividido pelo Capital Empregado (Ativo menos o passivo circulante). Quanto maior o retorno sobre o capital empregado, melhor a eficiência da empresa no uso de seu capital. O índice é parecido com o ROE (Return on Equity ou retorno sobre o patrimônio), mas leva também em consideração as dívidas da companhia. Em seu livro "The little book that beats the market" (O pequeno livro que bate o mercado), Joel Greenblatt utiliza o ROCE para explicar como seus investimentos bateram os índices nos últimos 20 anos. ROCE, em conjunto com o earnings yield (lucros sobre valor de mercado), compõe a "fórmula mágica" de Greenblatt. Há duas semanas, Max Bohm aplicou a mesma "fórmula mágica" de Greenblatt para as suas Microcaps, com resultados surpreendentes. |
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