terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Sentiremos saudades de 2015

 
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Sentiremos saudades de 2015

 

Por Felipe Miranda & Equipe05/01/16

 

Após o pior primeiro dia do ano em toda história para várias bolsas, ações brasileiras tentam recuperação nesta terça-feira. A agenda vazia permite que investidores iniciem uma caça a barganhas.

 

A ida às compras ocorre de forma tímida, claro. Não poderia ser diferente. Ainda há certa tensão com a China, mesmo com governo implementando medidas em prol da maior liquidez do sistema. Bancos públicos e outros agentes estatais teriam entrado comprando ativos chineses nesta terça-feira, de acordo com o Financial Times, o que teria estancado um pouco da sangria - bolsas por lá ainda terminaram em baixa, mas bem moderada.

 

Ademais, tensão entre PT e governo teria aumentado após declarações de Jacques Wagner de que o partido se "lambuzou no poder". Há grande preocupação de que, diante das pressões partidárias e da baixa aprovação, governo acabe abandonando ajuste fiscal ou o implemente sem nenhuma profundidade.

 

Ibovespa Futuro sobe 0,24%, um repique bem modesto diante da carnificina da véspera. Dólar dá continuidade ao movimento de apreciação e sobe 0,5% contra o real, ainda evidenciando elevada dose de cautela.

 

Agenda internacional traz apenas ISM e vendas de automóveis nos EUA. Inflação ao consumidor na Europa e estabilidade da taxa de desemprego na Alemanha também atraem um pouco as atenções, muito embora China seja ainda o foco principal.

 

Com grande satisfação, comunico que Marília Dancini passará a contribuir diariamente dentro dessa newsletter, o que permitirá uma atenção especial à renda fixa. Marília tem uma experiência muito grande nessa área e oferece uma complementaridade bacana com o resto do time. Quem sai ganhando, obviamente, é o leitor. Marília passará a me apoiar nos relatórios Carteira Empiricus e Palavra do Estrategista, além de contribuir com a Olivia dentro do Criando Riqueza.  Agregamos, com isso, bastante valor às assinaturas. Futuramente, a ideia é de que ela mesma tenha sua própria série de relatórios, com foco total em renda fixa.

 

 

 

 
 
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Renda Fixa: Entrando com o pé esquerdo

O mercado de juros futuros desafiou a aversão a risco generalizada da segunda-feira e não apresentou grandes variações devido a alguns fatores técnicos. Fundos passivos em RFM tiveram rebalanceamento de cotas e, portanto, acordaram comprados nas taxas e tiverem que vender ao longo do dia para se re-enquadrar. Este fator, potencializado por uma iliquidez de começo de ano, garantiu uma certa estabilidade para os juros. 

 

O relatório Focus apresentou nova deterioração nas expectativas de inflação com a projeção para o IPCA de 2016 se elevando de 6,86% para 6,87% para a mediana dos analistas e de 6,49% para impressionantes 7,09% para os "TOP 5" (que são os 5 analistas com maior numero de acertos). No lado do crescimento, tivemos novamente queda nas projeções com expectativa para 2016 indo de -2,81% para -2,95%.

 

No mercado de títulos, o Tesouro Nacional emitiu R$ 40 bilhões em títulos para "esterilizar" o pagamento de R$ 72 bilhões ao BNDES, FGTS E BB por conta das famosas "pedaladas fiscais". Nessa operação, os bancos ficaram capitalizados, e para que os juros de curto prazo não caíssem por conta da alta liquidez, o BC operou na outra ponta enxugando o excesso de recursos com a venda dos títulos. Com isso, garantiu estabilidade ao sistema.  

 

Por fim, de olho na reunião do Copom do dia 20 de Janeiro, o jornalista Alex Ribeiro, conhecido por algumas vezes ter sido interlocutor de membros do governo e do Banco Central, publicou uma matéria hoje em que questiona a alta confiança do mercado em aumento de juros para essa reunião (a curva futura precifica predominantemente 50 bps de elevação). Segundo ele, o diretor Altamir Lopes quando mencionou que "Esses instrumentos serão utilizados quando e se o Copom julgar necessário" queria passar a sensação de que nada ainda estaria decidido, e que pode ser que o BC opte por outros instrumentos. Por gozar de alta credibilidade, a matéria de Alex pode ter impacto nos juros curtos no mercado de hoje, afinal o mercado dá a alta como certa. 

 

Tomara que o BC não dê essa piscada, mas com a pressão que o governo está fazendo para que eles não subam os juros e privilegiem o crescimento, podemos ver que teremos um longo ano, com com alta volatilidade pela frente. 

 

Nossa perspectiva é de que o Copom suba a Selic em 50 pontos em janeiro. Ou seja, como as cotações do mercado de juros futuros apontam ainda alguma probabilidade de aumento de 75 pontos, o prognóstico é de que haja ligeira redução adicional dos juros da ponta curta.

 
 
 

Marília Dancini

Assistente de análise

marilia.dancini@empiricus.com.br

 
 
 
 

Gatilho especulativo de Log-In começa a ganhar forma

Volatilidade prenunciada de LOGN3 por conta dos rumores de M&A ganhou corpo na véspera, com a notícia de que o grupo Manabi fez proposta pelo controle da companhia logística. Operação envolveria um aumento de capital, mediante a assunção, pela Manabi, de pelo menos 51% das ações ON da Log-In. Atuais acionistas de Log-In não receberiam nenhum pagamento, o que seria condição para a materialização do deal. 

 

Interesse principal de Manabi, que está implantando um projeto de mineração em no Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais, estaria no terminal de Vila Velha, ativo já consolidado e atualmente responsável por aproximadamente 50% do ebitda da Log-In. Entendemos que o TVV por si só vale o equivalente a R$ 300 milhões, tomando por base um múltiplo conservador. 

 

Ainda que os atuais acionistas não levem nada na operação, a mesma seria favorável aos mesmos, desde que respeitado esse valor. Isso, pois o aporte seria essencial para Log-In tocar os projetos remanescentes de dois navios presos à paralisação do estaleiro EISA e dar fôlego às suas necessidades atuais de capital de giro. Ademais, traria importante referência de valuation para a companhia, que negocia a um valor de mercado atual de R$ 123 milhões - carregando R$ 1,8 bi de dívida, essa em boa parte atrelada a fundo de marinha mercante do BNDES, que em tese seria automaticamente abatida pelos créditos fiscais de AFRMM gerados pelo pela operação atual da companhia junto ao banco de fomento. O problema é o descasamento entre o fluxo de obrigações de Log-In e de repasses do BNDES à empresa. 

 

Evento reforça nossa percepção antiga de que LOGN3 vale R$ 0 ou coisa além de R$ 7, mas não os R$ 1,3 atuais. De toda forma, há um abismo entre o interesse e a materialização do deal, bem como os termos do eventual acordo para transferência de controle. Há, portanto, valor nos ativos de Log-In e uma assimetria de retornos potenciais patente. A despeito disso, o risco de execução ainda é demasiadamente elevado e faltam arestas importantes a serem aparadas, desde a própria materialização da operação para troca de controle e o endereçamento dos projetos presos no EISA ao casamento entre os fluxos de pagamento e recebimento com o BNDES. Não compensa o risco.

 
 
 

Roberto Altenhofen

Analista CNPI

roberto.altenhofen@empiricus.com.br

 
 
 
 

Fleury: de volta pra fila do SUS

O Valor noticia que os hospitais já começam a sofrer queda de receitas com o aumento do desemprego e retração da renda. A receita líquida dos 22 maiores hospitais particulares caiu 1,8% em 2015 segundo a Anahp (Associação dos Hospitais Privados).

 

Na falta de hospitais negociados em bolsa (infelizmente), pensamos no laboratório Fleury (FLRY3). Claro que o negócio não é o mesmo, mas nos faltam dados específicos sobre laboratórios.

 

Reconhecemos o renovado foco da companhia no segmento premium e acreditamos no sucesso da reestruturação em curso. Mas estamos rebaixando a companhia de compra para neutro. FLRY3 negocia a 25x lucros históricos, um pouco exagerado para um setor em retração.

 
 
 

Bruce Barbosa

Analista CNPI

bruce.barbosa@empiricus.com.br

 
 
 
 

Raia Drogasil reforça guidance agressivo de lojas para o biênio 2016/17

A Raia Drogasil (RADL3) informou que encerrou o ano passado com um total de 1.232 lojas, com aumento de 141 unidades em relação ao final de 2014. A rede ainda aproveitou o comunicado para reforçar o guidance de 165 aberturas em 2016 e 195 em 2017, novamente posicionando-se como uma empresa quase que alienada da crise econômica.

 

Não à toa, RADL3 não está barata, negociando múltiplos como um P/L acima de 30x. Trata-se de um dos poucos casos da Bolsa brasileira de growth relevante a longo prazo, com clara visibilidade de resultados - no 3T15, por exemplo, a companhia viu o lucro líquido crescer 24% na comparação anual, além de ter ampliado ainda mais sua liderança no setor.

 

Por conta disso, seguimos indicando Raia Drogasil para o buy & hold, sendo adequado portanto principalmente àqueles que visam uma aposentadoria.

 
 
 

Gabriel Casonato

Analista CNPI

gabriel.casonato@empiricus.com.br

 
 
 
 

Cemig nega que CEO teria pedido demissão

CEMIG (CMIG4) negou nota da revista Veja que explicava que o seu atual CEO a partir de 2014, Mauro Borges -indicado pelo governador Fernando Pimentel (PT)- teria pedido demissão no contexto da operação policial Acrônimo. Esta apura irregularidades na campanha eleitoral do governador do estado de Minas Gerais. 

A incerteza sobre a equipe de gestão da empresa afetou o desempenho tanto das ações de CEMIG quanto de LIGHT (controlada pela primeira), que caíram : 5,2% e 11,7%, respectivamente. 

 

Nós estamos neutros nos papéis devido a alta alavancagem e alta necessidade de investimento num contexto de baixa disponibilidade de financiamento. Nosso papel favorito no setor elétrico é Taesa (TAEE11), boa pagadora de dividendos, presente na carteira das Vacas leiteiras.

 
 
 

Carlos Herrera

Analista CNPI

carlos.herrera@empiricus.com.br

 
 
 
 

JHSF renegocia com credores

JHSF (JHSF3) negociou com credores de modo a evitar que estouro de covenants desperte resgate antecipado das debêntures simples de 2012, emissão de R$ 350 MM. Para isso, a companhia pagará prêmio de 0,25% sobre o valor nominal de cada título.

 

Pela cláusula de emissão, os detentores dos papéis podiam pedir vencimento antecipado caso a relação dívida líquida sobre patrimônio líquido superasse 1. Esse índice foi alterado e agora pode ir até 1,15 para o exercício de 2015.

 

De acordo com apuração do Valor, a renegociação é preventiva e JHSF não teria ultrapassado o índice determinado no contrato no ano passado, estando próxima ao limite.

 

Notícia, per se, é positiva para JHSF, ao eliminar uma preocupação mais imediata de que eventual estouro de covenants pudesse despertar muitos pedidos de resgate antecipado, com desdobramentos negativos sobre a liquidez da companhia.

 

Em contrapartida, renegociação de covenants denota alta alavancagem da empresa, num momento em que mercado tem penalizado bastante excesso de endividamento. JHSF tem bons ativos e apresenta múltiplos de balanço (P/NAV, P/B) atrativos. Entretanto, transição de uma empresa de incorporação para renda imobiliária é bastante penosa, em especial num momento de juros tão altos e recessão. Há outras opções mais convidativas em real estate.

 
 
 

Felipe Miranda

Analista CNPI

felipe.miranda@empiricus.com.br

 
 

  

 

 

Q&A: O que é P/FFO (Price to Funds From Operations)?

 

O P/FFO (preço sobre fluxo provenientes das operações) é um dos principais índices utilizado na avaliação de Fundos Imobiliários.

 

O índice mede o preço de mercado do FII (Fundos de Investimentos Imobiliários) em relação à sua geração líquida de caixa operacional.

 

O P/FFO é o equivalente para FIIs do P/L para as ações. E também funciona da mesma forma, basicamente, quanto menor o índice, mais barato o FII.

 

O numerador (P) representa o preço de mercado do FII e o denominador (FFO) é simplesmente a soma do lucro líquido com a depreciação.

 

O FFO foi criado com o intuito de medir melhor quanto os FIIs geram de caixa final, recolocando no fluxo a despesa não caixa (depreciação).

 

Acompanhe nossa seleção dos melhores FIIs na carteira de Fundos Imobiliários.

 

 

 

 

 

 

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